Por meio de processos mentais fundamentados na mente, o sujeito, teria uma espécie de imagem mental que representaria o mundo como a imagem num espelho; o processo de “querer significar” algo no mundo, seria um processo realizado por meio de uma “representação mental” interna do sujeito.
Essa relação entre ideias e percepção confere às representações uma significação objetiva, pois as sensações em si mesmas não comportam o menor indício de conhecimento do mundo. O significado de uma palavra corresponde ao uso na linguagem de um determinado sujeito numa determinada cultura social.
Considerando a concepção de significado como referência a algum objeto, generaliza-se indevidamente o processo no qual as palavras obtém significado, uma regra geral de significação. (normativa ostensiva)
O significado de uma palavra é apreendido por uma correspondência direta por meio do seu uso. A apreensão do significado de uma palavra atua na linguagem com funções diversas, uma vez que é no uso que se pode mostrar o que as palavras designam.
Não há “uma única linguagem”, linguagem que proporcionaria uma significação isenta de ambiguidades, mas uma gama de jogos de linguagem distintos, provenientes de diferentes formas de vida. O significado de uma palavra é obtido e aprendido no emprego e uso nos variados jogos de linguagem.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
FAUSTINO, S. Wittgenstein – O eu e sua gramática. São Paulo : Ed. Ática, 1995.
GONZALEZ, M. E. Q.; BROENS, M. C., MORAES, J. A. de. A virada informacional na filosofia. Alguma novidade no estudo da mente? Revista de Filosofia Aurora, Curitiba, v.22, n 30, 2010.
VARELA, F; THOMPSON, E; ROSCH, E. A Mente Incorporada: ciências cognitivas e experiência humana. Porto Alegre: Artmed, 2003.
WITTGENSTEIN, L. Investigações Filosóficas. Tradução de José Carlos Bruni. 2ª Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
*Propondo reflexões a partir de uma seleção de anotações e recortes sobre textos.